CSF: uma oportunidade incrível de desenvolvimento profissional e pessoal.

“Eu vim para fazer um trabalho de conclusão de curso e um estágio”, disse o ex-bolsista que aqui vos fala, quando indagado sobre suas metas na França em uma sessão do curso intensivo de francês na International Academy de Lille. Sou oriundo de Borda da Mata, localizada no sul de Minas Gerais, cursei engenharia mecânica na Universidade Federal de Itajubá – MG e decidi começar este texto frisando a importância de ter objetivos bem definidos ao se fazer um intercâmbio. Acredito que ter metas bem definidas (aliado a um pouco de sorte) foi o principal motivo de sucesso da minha estadia na França.

A primeira etapa do meu intercâmbio foi um curso intensivo de 3 meses na cidade de Lille. Passávamos a manhã e toda tarde focados no aprendizado da lingua francesa. Foi um período intenso de adaptação a cultura francesa, tema muito discutido durante o curso. Acredito que este curso, bem como um tempo inicial de adaptação antes de partir para a universidade, foram vitais para ganhar fluência e confiança ao falar o idioma.

Tássio de Rezende - CSF França

Tássio de Rezende – Bolsista do CSF França

Após os três primeiros meses, mudei de cidade e fui morar em Valenciennes. Utilizando alguns contatos que já havia na universidade, soube de um professor que pesquiva um tema que me interessava: “Simulação computacional de turbinas eólicas”. Não demorei a contatá-lo e começamos a trabalhar na simulacão de um tipo de turbina eólica chamada Savonius. Foram 6 meses de pesquisa muito bem aproveitados, esforços os quais foram validados na universidade em Itajubá e agraciados com uma publicação no congresso Francês de mecânica, em Bordeaux.

Certo da minha vontade de estagiar em uma empresa francesa, comecei bem antes do fim do meu projeto de pesquisa a procurar um estágio. Não foi uma tarefa fácil! As oportunidades não eram muitas devido a recessão da economia e o fato de ser um estudante estrangeiro complicava ainda mais. Mas a sorte estava comigo! Encontrei um estágio em simulação computacional (tema o qual já vinha desenvolvendo no meu projeto de pesquisa) numa cidade vizinha, a qual não seria problema me deslocar diariamente de trem.

Este estágio, foi o periodo em que mais falava Francês durante o dia, pois passava todo expediente em contato com a equipe de simulação, trabalhando em contato direto com meu tutor. Portanto, acredito que foi o período mais importante do meu intercâmbio, pois tive uma melhora substancial na lingua francesa e pude ver na pratica a engenharia sendo aplicada. Ao final, passei por um juri e consegui validar meus esforços tanto quanto na França como no Brasil.

Ao julgar pelas metas iniciais, as quais eu citei no começo, acredito que tive 100% de aproveitamento (do ponto de vista acadêmico e profissional). Do ponto de vista pessoal, o qual não citei até agora, o aproveitamento foi de 200%. Neste periodo de um ano e alguns meses, fiz grandes amigos, visitei lugares fantásticos e, o mais importante, aprendi a ter uma cabeça aberta para compreender e respeitar diferentes culturas, costumes e crenças. Ou seja, o CSF foi para mim uma oportunidade incrivel de desenvolvimento profissional e pessoal.


Sobre: Peirol Gomes

Aluno do último ano do curso de Engenharia de Gestão da UFABC. Fui estudante do Ciência sem Fronteiras na University of Alabama in Huntsville e também na Stanford University. Ao voltar do programa decidi criar uma forma de auxiliar os estudantes dele e criei o My CSF. Hoje, vejo o Ciência sem Fronteiras como uma das principais formas de transformação da sociedade brasileira. Apaixonado por empreendedorismo e por educação, sonho em melhorar o ensino universitário brasileiro a ponto de ver ele bem situado nos rankings internacionais.

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