Estagiar no Facebook é um sonho? Para ele, foi uma realidade!

O entrevistado de hoje foi estagiário na empresa que detém a 18ª marca mais valiosa do mundo, com um valor de US$ 27,8 bilhões de acordo com a Forbes. É uma das gigantes da tecnologia e o mundo hoje só é tão conectado graças a ela. Conheçam a história de Victor Silva, um bolsista do Ciência sem Fronteiras que conheceu de perto como funciona a maior rede social do mundo, o Facebook. A matéria será publicada em duas partes, essa é apenas a primeira, aproveitem 😀

Fonte: Business Insider

Fonte: Business Insider

 

Você já tinha feito algum estágio no Brasil?

Victor – Não, esse foi o meu primeiro estágio.

Você lembra quais foram as etapas para conseguir o estagio? Como foi? Foi difícil? Como ficou sabendo da vaga? Por que resolveu tentar?

Victor – O processo começou numa Career Fair na universidade. As empresas de tecnologia geralmente realizam esses eventos em universidades renomadas, com o intuito de atrair os melhores estudantes. Eles montam stands em um ginásio enorme, falam do seu trabalho e conversam um pouco com alunos. Caso o aluno se interesse, ele pode deixar uma cópia do seu currículo por lá.

Fui nessa feira pouco tempo depois do início do CsF e um dos stands que visitei foi o do Facebook, que era uma das empresas que mais me interessava, por causa da cultura hacker de lá. Poucos dias depois, entraram em contato e marcaram um jantar e uma entrevista técnica presencial; no jantar conheci meu entrevistador e alguns outros alunos que seriam entrevistados.

Que top essa parte do jantar presencial. Pode contar um pouco melhor como foi?

Victor – Foi um jantar bem simples com alguns recrutadores, com os entrevistadores e nós (alunos). Eles definiram quem ia ser o entrevistador de cada um e a gente teve um pouco de tempo para conversar e tentar diminuir a tensão no dia das entrevistas.

Facebook - Career Fair (Fonte:Duke University)

Facebook – Career Fair (Fonte:Duke University)

Estou imaginando como foi interessante todo o processo. Mas o que aconteceu depois desse jantar?

Victor – Então, duas semanas depois, fui informado que gostariam que eu fosse ao escritório principal do Facebook, na Califórnia, fazer a última etapa do processo – outra entrevista técnica – com tudo pago por eles.

Como você se sentiu quando recebeu o convite para ir pra Califórnia ser entrevistado na sede do Facebook? Como estava sua cabeça nessa oportunidade?

Victor – Fiquei muito feliz! Eu já tinha ido bem em algumas outras entrevistas e já havia uma ou outra oportunidade, mas o Facebook era definitivamente a empresa que mais me interessava e, ao que já parecia, eu tinha grandes chances de ir pra lá.

E a entrevista na sede, como foi?

Victor – Tranquila, bem parecida com a primeira. O entrevistador parece ter gostado de mim desde o começo e após a entrevista nos deram um tour legal do campus. Tudo correu bem e recebi logo a oferta para fazer estágio lá.

Sobre a entrevista técnica, como foi? Te colocaram na frente de um PC e te mandavam fazer as coisas?

Victor – As entrevistas técnicas presenciais são geralmente em papel ou quadro branco, quase sempre focadas em algoritmos. Há varios sites por aí para se preparar para esse tipo de perguntas, é só pesquisar por “coding interview questions”. Um livro legal é: http://www.amazon.com/Cracking-Coding-Interview-Programming-Questions/dp/098478280X.

Qual você acha que foi o seu diferencial?

Victor – Acho que meu diferencial foi nunca ter ficado parado. Antes desse segundo intercâmbio, fiz um intercâmbio de um ano na Alemanha, participei de vários projetos de pesquisa, me envolvi com maratonas de programação e realizei dois estágios de verão com open source em um programa do Google chamado Google Summer of Code, mas sempre mantendo boas notas.

E a quanto tempo você estuda código e programação?

Victor – Comecei a brincar com isso quando ainda criança, tentando fazer scripts para mIRC, mas vim ter contato um pouco mais sério só no final do ensino médio.


E ai, o que achou da história do Victor até agora?
Na próxima matéria vamos contar um pouco mais sobre como era o dia a dia dele dentro da empresa, o que ele fazia por lá e se ele chegou a ver o Mark ou não 😛

 

Sobre: Peirol Gomes

Aluno do último ano do curso de Engenharia de Gestão da UFABC. Fui estudante do Ciência sem Fronteiras na University of Alabama in Huntsville e também na Stanford University. Ao voltar do programa decidi criar uma forma de auxiliar os estudantes dele e criei o My CSF. Hoje, vejo o Ciência sem Fronteiras como uma das principais formas de transformação da sociedade brasileira. Apaixonado por empreendedorismo e por educação, sonho em melhorar o ensino universitário brasileiro a ponto de ver ele bem situado nos rankings internacionais.

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