Estagiar no Facebook é um sonho? Para ele foi uma realidade – Parte 2

No passado, o Victor Silva, um bolsista do Ciência sem Fronteiras nos EUA, conheceu como funciona a maior rede social do mundo, o Facebook. Nós compartilhamos apenas a primeira parte, onde ele falou como foi o processo seletivo e o que ele considerava o seu diferencial para conseguir aquela vaga.
Na segunda parte dessa matéria, vamos falar sobre como é o ambiente de trabalho por lá, o que ele fazia, se ele chegou a encontrar o Mark por lá, entre outras coisas. Então aproveite a leitura e se quiser lembrar um pouco da história dele, é só acessar o link da primeira parte da matéria, clicando AQUI.

Fonte: Business Insider

Fonte: Business Insider

Qual era a sua função lá? Compartilhe com a gente o máximo que puder sobre a sua experiência lá.

Victor – O nome oficial é do meu cargo lá era “Software Engineering Intern”, mas eles alegam que minhas funções (e responsabilidades) são idênticas às dos Engenheiros de Software. Cada estagiário recebe um projeto no início do programa, e o meu foi na área de Infraestrutura de Dados, especificamente em um time chamado Dataswarm.
Meu trabalho era impactante para muitos engenheiros da empresa e a confiança que me foi dada serviu de inspiração para não fazer feio.

Mas você trabalhava com programação? Vi que você trabalhava com infraestrutura de dados, mas o que isso significa? Pode “traduzir” o que você fazia?

Victor – Sim, programação era a principal parte do meu trabalho. Infelizmente não posso dar mais detalhes além do nome do time em que trabalhei, Dataswarm; o vídeo abaixo explica um pouco do que o time faz.

OBS do entrevistador – O vídeo é bem top e explica a ferramenta que o Victor trabalha. Vale a pena dar uma olhada. =]



Como é o ambiente de trabalho por lá?

Victor – A cultura da empresa é excepcional, e o ambiente de trabalho é parte disso. Há muita liberdade para trabalhar quando quiser, de onde quiser, contanto que você cumpra suas tarefas. O campus principal do Facebook é um dos mais impressionantes do Vale do Silício, e a qualquer momento você pode ir fazer um lanche, jogar arcade ou ping-pong ou visitar a sorveteria, sem ser julgado por ninguém!

Aqui tem algumas fotos de um TOUR por lá – http://www.businessinsider.com/photo-tour-of-facebook-headquarters-2014-4?op=1

Basicamente, como era o seu dia lá… Chegava cedo? Participava de reuniões?

Victor – Então, eu chegava umas 10h30 todo dia, trabalhava um pouco, almoçava, trabalhava mais, jantava e ia embora. Entre cada uma dessas refeições, vez por outra lanchava alguma coisa em algum dos snack bars ou passava na sorveteria. Quanto a reuniões, eu participava de pouquíssimas.

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Snack Bar – Facebook

 

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Snack Bar – Facebook

Durante a experiência na empresa tem algo que seja legal contar? Tipo sobre as reuniões? Sobre as “mentorias”? Sobre receber ajuda de outras pessoas?

Victor – Meu chefe era muito competente, engraçado e só um ano mais velho que eu. O ambiente de trabalho lá e a postura das pessoas faz com que você se sinta entre amigos, ainda que o trabalho seja muito sério. O pessoal do meu time me tratou como se fosse engenheiro do time – essa é a postura que querem dos estagiários – e todos me ensinaram bastante e deram feedback muito positivo sobre mim. Meu chefe fez tudo o que pôde para que eu recebesse a melhor proposta possível para voltar.

Acha que o CSF mudou muita coisa para você?

Victor – O CsF foi uma oportunidade fantástica, principalmente por ter sido alocado em uma universidade de referência mundial na minha área. Acredito que minha participação abriu muitas portas e facilitou bastante o alcance do meu objetivo de trabalhar em uma empresa desse estilo.

Uma curiosidade, você viu o Mark lá?

Victor – Sim! Todo mundo que trabalha no escritório da Califórnia vê ele com frequência: ele come nos restaurantes do campus, assim como todos os outros empregados, e de vez em quando passeia um pouco a pé pelo campus. Além disso, toda Sexta tem uma reunião de Q&A com ele em um auditório do campus, onde qualquer empregado pode perguntar qualquer coisa.


Essa foi um pouco da história do Victor, lá no Facebook. O que você achou? Gostou da entrevista? Quer mais matérias desse tipo? Conhece alguém que seria legal a gente entrevistar? É só compartilhar aqui nos comentários. Sua opinião e sua ajuda é muito importante para nós. =]

Sobre: Peirol Gomes

Aluno do último ano do curso de Engenharia de Gestão da UFABC. Fui estudante do Ciência sem Fronteiras na University of Alabama in Huntsville e também na Stanford University. Ao voltar do programa decidi criar uma forma de auxiliar os estudantes dele e criei o My CSF. Hoje, vejo o Ciência sem Fronteiras como uma das principais formas de transformação da sociedade brasileira. Apaixonado por empreendedorismo e por educação, sonho em melhorar o ensino universitário brasileiro a ponto de ver ele bem situado nos rankings internacionais.

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